• (71) 3017-7557
  • sinbafba@hotmail.com

Sinbaf

Sindicato Baiano dos Árbitros de Futebol

Entrevista: Fernando Andrade Santana

Foram 26 anos de carreira, iniciada ainda em 1928. Experiência suficiente para fazer de Fernando Andrade Santana um dos profissionais que marcou a arbitragem baiana.
 
Durante toda sua trajetória, ele fez parte do quadro da Federação Bahiana de Futebol (FBF). Por dez anos, também integrou o quadro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
 
Após se aposentar dos campos, Andrade ainda atuou na arbitragem, quando presidiu o Sindicato Baiano dos Árbitros de Futebol (Sinbaf). Em entrevista ao portal Sinbaf, o ex-árbitro contou detalhes da sua passagem pelo Sindicato e das suas atuações como profissional do apito.
 
Confira o resultado do bate-papo abaixo:
 
Sinbaf: O que te fez escolher ser árbitro de futebol? O que a profissão representa na sua vida?
 
Fernando Andrade - O gosto pelo esporte, especificamente futebol e através de influência de amigos.
 
Sinbaf: Quando começou a carreira?
 
Formei na turma de 1982 e ao término do curso logo ingressei no quadro da federação bahiana de futebol (FBF).
 
Sinbaf: Quantos anos teve de carreira e quantos ficou no quadro da FBF e CBF?
 
Passei 26 anos na FBF, por 10 anos fiz parte do quadro nacional.
 
Sinbaf: Quantos jogos apitou em toda a carreira? Qual deles considera o mais importante, aquele que nunca esquecerá?
 
Não tenho dados completos, mais tive um número expressivo de atuações.
 
Sinbaf: Como você enxerga a arbitragem brasileira hoje? Evoluiu?
 
A nossa arbitragem está em uma fase um tanto quanto difícil, ou seja, em alguns setores houveram algumas melhorias no entanto no geral ela continua estatizada.
 
Sinbaf: E a arbitragem baiana? Vê novas revelações surgindo que possam manter o nível da arbitragem da Bahia?
 
No momento estamos limitados a dois ou a três árbitros a nível de apitar grandes jogos, no entanto  para surgimento de novos bons profissionais se faz necessário uma mexida em todo futebol da Bahia passando pelos quadros da federação baiana de futebol e especificamente pela comissão de arbitragem, onde devem ser comandadas por pessoas dignas com conhecimento elevado e que não sejam comandadas pelo presidente da FBF.
 
Sinbaf: O que você acha que falta ao árbitro de futebol em termos de apoio e estrutura para desempenhar a profissão?
 
Em primeiro lugar a profissão deve ser reconhecida, e que suas federações respeitem essa profissionalização e os árbitros devem procurar respeito, ter confiança em se próprio e não se envolver com trapaças de dirigentes.
 
Sinbaf: Qual seu ídolo na arbitragem e por quê?
 
Não tive ídolos na arbitragem, tive sim respeito a todos os companheiros.
 
Sinbaf: Você após se aposentar da arbitragem em campo presidiu o Sinbaf. Como foi sua experiência à frente do Sindicato? E as dificuldades?
 
Foi uma experiência válida, onde tive a condição de fazer avaliação de pessoas perfis pensamentos e opiniões, procurei sempre respeitar a individualidade de cada um, ouvindo, respeitando e se fazendo respeitado. As dificuldades foram muitas, principalmente a financeira, no entanto consegui fazer dois mandatos na entidade com vitórias e também derrotas, ao final me sinto gratificado.
 
Sinbaf: Que conselho você dá para aqueles jovens que têm o sonho de se tornar árbitros de futebol?
 
Que lutem pelos seus ideais se dediquem procurando sempre o respeito a todos e nunca se tornem reféns de dirigentes.