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Sindicato Baiano dos Árbitros de Futebol

Presidente da ANAF fala sobre árbitro de vídeo

Sobre o árbitro de video, o presidente da ANAF, Marco Antônio Martins, disse que “não temos estrutura”, que ainda não há aparato técnico nas arenas brasileiras para adotar a tecnologia e que Jô agiu de ‘má fé’. (Confira a seguir entrevista ao Portal Band.com.br)

O presidente da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF), Marco Antônio Martins, disse em entrevista ao Portal da Band que o árbitro de vídeo deveria ter sido adotado desde o início deste Campeonato Brasileiro, mas que a medida vai esbarrar na falta de estrutura das arenas e estádios do país.

De acordo com a CBF, a tecnologia deve ser utilizada já a partir da próxima rodada da competição para evitar mais polêmicas. Na última edição da Copa das Confederações a FIFA fez uso do recurso, com uma equipe formada por dois árbitros de vídeo e um assistente.

“A era do futebol mecânico”

Para Martins, a arbitragem não teve culpa no lance polêmico (assista) do duelo desse domingo (18) entre Corinthians e Vasco, válido pela 24ª rodada do Brasileirão. Segundo ele, o juiz não deve ter visto o lance por conta de alguma outra coisa que o chamou a atenção. “Não tenho dúvidas de que se ele tivesse visto o toque de mão [de Jô] na bola, teria apontado o lance”.

Por isso, ele acredita que o árbitro de vídeo é necessário, já que “ajuda quem apita o jogo a fazê-lo de forma melhor, além de esclarecer os lances para a torcida”, que às vezes se deixa tomar pelo fanatismo e enxerga além do real. “Vai haver erros na implantação dessa tecnologia e levará um tempo até todo mundo se adaptar, mas tem que implantar, porque o olho humano já não capta tantos erros”.

No entanto, Martins sugere que será difícil aplicar a tecnologia em todos os jogos por falta de estrutura nas arenas e estádios. “Temos a final do Pernambucano como exemplo. Nela, não havia estrutura no estádio [Cornélio de Barros] para colocar um árbitro de vídeo. Então, tem que estudar essa questão para utilizar [a tecnologia] até a 38ª rodada do Brasileiro, sem exceções”.

 

“Não depende só do árbitro”

Martins faz questão de ressaltar que a “justiça” em uma partida de futebol não se limita à arbitragem, mas conta com a colaboração dos jogadores. “O que me deixa intrigado é o comportamento do jogador. Essa postura de não acusar o erro que infelizmente não foi visto por quem apita”, retruca em relação ao atacante do Timão.

Quando perguntado sobre a preparação dos juízes para assumir mais uma função em campo, depois de realizarem uma série de treinamentos promovidos pela CBF, ele afirmou que a instituição ainda não entrou em contato com a ANAF para definir como executarão a medida.

Por fim, ele destaca que a arbitragem tem sido muito criticada, mas que “o futebol é o esporte mais jogado no mundo, por e para humanos, não é mecânico. Um juiz erra e é criticado a ponto de ter a carreira prejudicada, mas ninguém lembra que ele também é um ser humano, passível de erros”.

Por: ANAF